O norte assume-se com uma das regiões de Portugal com mais tradição e história. O emblemático caminho que foi percorrendo ao longo dos anos deu origem a um espólio magnífico e único, que vale a pena conhecer e apreciar.
A Quinta do Mosteiro aproveita para indicar alguns pontos de referência, essenciais numa visita ao Vale do Sousa e à região circundante, apesar das possibilidades serem imensas. Disponibilizamos todo o tipo de informações, desde rotas, percursos, monumentos, mapas, entre outros aspectos fundamentais. Para tal, não deixe de nos contactar e nós sugeriremos a melhor jornada para que não falhe nada na sua viagem!

- Rota do Românico (Felgueiras) – Trata-se de um projecto especial, que promove a requalificação de monumentos românicos do Vale do Sousa, com características únicas a nível europeu. A autenticidade e os valores tradicionais dos monumentos evidenciam-se não só através do património, mas também através das gentes que os habitaram. Nessa rota destacam-se, entre outros, o Mosteiro de Pombeiro, a Igreja de Airães, a Igreja de Sousa, a Igreja do Unhão e a Igreja de S. Mamede em Vila Verde.

Ainda no concelho de Felgueiras, distinga-se o Museu Casa do Assento, considerado um museu etnográfico e estruturado em ciclos de actividades rurais (nomeadamente do pão, linho, vinho e azeite), incluindo também um pequeno núcleo de trajes e de arte sacra. No fundo, trata-se de registos únicos que infelizmente se encontram em vias de desaparecer e que fazem parte da identidade e da imagem do concelho.

- Centro Histórico (Guimarães) – Guimarães, cidade de origem medieval, tem as suas raízes no século X, onde o conhecido Castelo de Guimarães foi palco da mais famosa batalha de Portugal, a Batalha de S. Mamede, em que D. Afonso Henriques se revolta contra a própria mãe na procura de manter o nome de Portugal e não se deixar vencer pelos espanhóis. Foi por isso que Guimarães se passou a designar o Berço da Nacionalidade de Portugal.
E como capital histórica que é, a cidade de Guimarães possui um património muito diversificado e valioso, que vale a pena conhecer. Além disso, oferece aos seus visitantes espaços lindíssimos de cariz histórico e natural, inseridos harmoniosamente num centro urbano acolhedor e muito hospitaleiro. Ao mesmo tempo, pode usufruir de uma gastronomia de grande valor, bem como de artesanato muito valioso e profundamente autêntico.
Não deixe portanto de visitar a Colina Sagrada, onde se situam o Castelo de Guimarães, o Paço dos Duques e a Capela de S. Miguel, ou seja, o verdadeiro cerne do coração de Portugal. Ainda no centro histórico, aproveite para visitar o Museu Arqueológico Martins Sarmento e o Museu Alberto Sampaio, autênticas concentrações de valiosas etapas da vida de Portugal e da cidade vimaranense. Ainda numa perspectiva histórica única, não deixe de apreciar o centro de cultura castreja em Guimarães, com manifestações únicas nacionais na Citânia de Briteiros e no Museu de Cultura Castreja.

- Centro Histórico (Amarante) – Amarante é um verdadeiro cruzamento de história e de tradição. Pertence ao distrito do Porto, mas os seus limites em duas frentes pelas tão conhecidas Terras de Basto enriquece-a de um carácter cultural de grande relevância. Atravessada pelo rio Tâmega, a cidade Amarante teve origem nos povos primitivos que habitaram a Serra da Aboboreira, crescendo muito por força de peregrinações e de romarias. A grande visibilidade do município passa essencialmente por essa Serra, mas também pela imponente Serra do Marão, património natural de grande valor que merece uma visita cuidada e pormenorizada.
Entre outros monumentos destaca-se, a nível religioso, a Igreja de S. Gonçalo e a Igreja de S. Pedro. Não falhe ainda uma passagem pelo tão conhecido Museu Amadeo de Souza-Cardoso ou mesmo o Museu de Arte Sacra.

Ainda no âmbito do conhecimento obrigatório da região, é necessário dar destaque à tradição que sobreviveu ao longo de décadas e que claramente distingue e caracteriza os vários povos. O artesanato é uma prova viva da tradição e dos costumes, sendo uma arte reconhecida e de grande valor.
Em Guimarães, note-se os valiosos trabalhos nos bordados, que, por força da evolução do comércio, se propagaram também para o concelho de Felgueiras, numa forma de trabalhar única e especial. O rigor do ponto faz com que se assuma com uma verdadeira arte rural, preciosa e reconhecida a nível nacional. Também na olaria a cidade de Guimarães desempenha um papel crucial, numa actividade rústica e puramente artesanal, típica do interior das aldeias. Não pode deixar de levar de Guimarães a famosa «Cantarinha dos Namorados», que simboliza o amor e a dedicação entre duas pessoas de forma tradicional mas muito verdadeira. 

Em Felgueiras, uma das riquezas mais peculiares é sem dúvida os instrumentos de corda, tais como cavaquinhos e violas, reconhecidos e utilizados um pouco por todo o país.